sábado, 23 de fevereiro de 2008

GayVN Awards 2008 Parte 2

GayVN Awards
Os melhores de 2007

...Continuação do post anterior.

Best Specialty Release (Bear): When Bears Attack (Rascal Video). Filme do veterano diretrix Chi Chi LaRue em que Johnny Hazzard é severamente gangbangeado por uma turma de seis ursos da pesada, entre eles Arpad Miklos, parrudo sempre bom de se ver. Steve Cruz, o rabo mais peludo dos ursos, que nunca perde a oportunidade de maltratar as pregas do próprio cu, faz um tricotê com o mesmo Miklos e Cole Ryder.


Best Specialty Release (Extreme): Fear (TitanMen). Este foi, sem dúvida, o grande lançamento da Titan no ano passado. O filme é bastante realista para provocar medo, terror e êxtase que inclui até uma cena de afogamento, mas os caras gozam como quem brinca no parque. Dirigido por Brian Mills, tem no elenco Tony Buff, Francois Sagat e um pretão maravilhoso chamado Diesel Washington (cruzamendo de Vin Diesel e Denzel Washington?). Concorreu com filmes muito inferiores, como Gaytanamo (Dark Alley Media) e Knuckle Sandwich (Club Inferno).

Best Group Scene: Steve Cruz, Johnny Hazzard, Joe Strong, Matt Majors, Brendan Davies, Link V: The Evolution (All Worlds Video). A disputa pelo prêmio nessa categoria foi a mais acirrada, dos nove concorrentes havia pelo menos três candidatos com iguais condições de levar o prêmio: Dare (Falcon), Bottom of the Ninth: Little Big League 3 (All Worlds Vídeo) e Link V: The Evolution (All Worlds Video). Premiou-se o talento do diretrix Chi CHi LaRue (uma indicação) e de Steve Cruz (seis indicações), os dois fazendo o que melhor sabem fazer: filmar e fuder.

Best Non-Sexual Performance: Joe Shepard, The Intern (Lucas Entertainment). Fez o papel de Clarence, o recepcionista pintoso e atrapalhado nesta ótima pornocomédia. The Intern foi materia deste blog em dezembro/2007.


Best Boxcover Concept: Passio (Dark Alley Media) É louvável que o GayVN também premie os técnicos dos filmes, entretanto categorias como essa, Best Packaging e Best Overall Marketing Campaign não deixam de ser curiosas. Os filmes premiados, Link V: The Evolution e Passio, como todos os demais concorrentes, são superproduções que não poderiam descuidar do design e divulgação do produto. Sucesso da quaresma, Passio é um gaygospel que apresenta a melhor versão de Jesus Cristo que o cinema já fez, dirigido por Matthias von Fistenberg em grande fase.


Best Overall Marketing Campaign: Link V: The Evolution (All Worlds Video).

Best Packaging: Link V: The Evolution (All Worlds Video).

Best Still Photographer: Kent Taylor/Geof Teague, Grunts (Raging Stallion). Dois grandes fotógrafos de nus masculinos dividiram o prêmio nessa categoria. Um reconhecimento pelo trabalho desses profissionais que ficam no set de filmagem captando imagens que depois servem de material de documentação e divulgação dos filmes. Concorreram com o controverso Matthias von Fistenberg e com o veterano e sempre forte candidato Greg Lenzman.

Best Makeup Artist: Seth Stone, On Fire! (Jet Set Men). Cara lavada não fotografa bem, muito menos quando é preciso fazer papel de bombeiro com fogo no rabo. Jet Set Men é uma produtora nova mas cheia de veteranos, como os diretores Chris Steele e Chad Donovan e o ator do pau torto Dean Phoenix, que trabalham neste filme. Levou o prêmio pela maquiagem de efeito muito mais do que pela maquiagem corretiva, porque os gatinhos são irretocáveis.


Best Art Direction: Link V: The Evolution (All Worlds Video). Chi Chi LaRue caprichou na direção de arte desse filme como se cuidasse da própria indumentária, adereços e peruca para superar o favorito ao prêmio Gigolô (Lucas Entertainment). Filme com atmosfera sombria de fim de mundo industrial onde o único sinal de vida são vários marmanjos trepando.


Best Editing: Chris Ward/Ben Leon, Grunts (Raging Stallion). Um filme inteiro é equilibrado, tem o certificado Industry Standard, a edição é correta e nada mais, entretanto prêmio tem de ser dado a quem avança o estado da arte. Não se justifica o prêmio não ter sido entregue a The Men I Wanted (Lucas Kazan Productions), cuja edição de Egisto Mastroianni é criativa e de alto nível técnico.


Best DVD Extras/Special Edition: Grunts (Raging Stallion). Os extra e as edições especiais tornaram-se uma fonte de renda a mais para as produtoras, desde então elas passaram a dar maior importância e esses apêndices audiovisuais. Um filme com a uma duração longa como Grunts permite fazer uma edição de extras tão boa ou melhor que o filme, o que acaba ficando estranho.


Best Solo Video: Minute Man Solo #29: Built (Colt Studio). Mais um filme da interminável série Minute Man com a qualidade de uma das melhores produtoras americanas. Com o novato Darin Hawk e os veteranos Tom Chase e Adam Champ punhetando muito gostoso, tem cheiro forte de testosterona.


Best Classic Gay DVD: Falcon 35th Anniversary Box Set (Falcon). Categoria que honra muitos defuntos. Criada em 1972, a Falcon, é tão antiga quanto a própria existência do moderno pornô gay. Quando a Unesco admitir que estes filmes também são educação, ciência e cultura haverá de tombar muitos patrimônios pelo mundo, incluso a Falcon. São cinco DVDs com cenas editadas dos filmes, um para os anos 70, outro para os anos 80, dois para os anos 90 e um com os filmes da última década.


Best Actor - Foreign Release: Jean Franko, The Men I Wanted (Lucas Kazan Productions). Gustavo Dudamel e Jean Franko são atualmente as batutas mais famosas da Venezuela. Prêmio merecido, o hermano está em ótima fase, já havia ganho o prêmio de melhor ator no HeatGay de Barcelona 2007, seu tipo latino ficou perfeito neste filme rodado na Itália. Na disputa estava também Tim Hamilton, ex Bel Ami, agora mais maduro em Knockout, da Falcon International. Disputa dura e talvez um pouco apertada, mas não tanto assim!


Best Renting Title of 2007: The Intern (Lucas Entertainment). Esse filme foi matéria deste blog em dezembro/2007. The Intern é um blockbuster, o prêmio é concedido ao filme mais locado e vendido. Não houve surpresa.


Special Achievement Award: Tim Valenti, NakedSword.com. Escolhido por aclamação para receber este prêmio, Valenti é dono da maior distribuidora Americana de filmes pornôs gays online. Desde que a internet surgiu esse tem sido o maior filão de vendas, o que garante ótimos negócios para muitas produtoras. Nada mais justo que oferecer esse prêmio de reconhecimento por trabalho tão compensador.


Best Supporting Actor: Ricky Sinz, Grunts (Raging Stallion) e Christian Cruz, The Intern (Lucas Entertainment). Os dois atores receberam prêmios justos, são coadjuvantes que têm luz própria e estão em grandes filmes. Jesse Santana, com sua cara de muleque em On Fire! (Jet Set Men), tinha chances iguais, mas dar o prêmio para três atores seria um despropósito.


Best Sex Comedy: The Intern (Lucas Entertainment). Esse filme foi matéria deste blog em dezembro/2007.


Best Threesome: Jesse Santana, Nickolay Petrov, Jason White, Just Add Water (Jet Set Men). Escolher o melhor tricotê do ano deve ser muito dificil. Suruba de três é a mais frequente e a mais dificil de sincronizar. Esse não foi o melhor tricotê do ano, mas está entre os melhores. Nesse pool porn eles fazem um trenzinho bem engatado.


Best Ethnic-Themed Video: Tiger's Eiffel Tower: Paris Is Mine! (Pitbull Productions). Depois de comer todos os manos nos Estados Unidos Tiger foi à França para variar o cardápio. Quem conhece a ferramenta do negão entende o eufemismo do título. Dirigido pelo próprio e por Jean Claude Heriot, o filme reforça os laços de união transatlântica dos manos de cor.

Best Ethnic-Themed Video (Latin): Amazonia: Capture and Release (Atheltic Model Guild/AMG Brasil). Mais uma vez constata-se que as produtoras estrangeira vêem ao Brasil para fazer filmes para concorrer nesta categoria. E o sucesso é garantido. Amazonia foge ao tema da favela para a fucking rain forest, embora os atores mal consigam disfarçar sua origem que desce o morro para michetar na praia e acabam nas graças de um estúdio estrangeiro. Entretanto a AMG Brasil tem alcançado um nível supreendente em seus filmes, capaz de desbancar sua mais próxima, a Alexander Pictures. Curiosamente foi a AMG Brasil quem deu novo fôlego à veterana AMG Americana, no mercado desde 1945, com esses filmes cheios de chiquitos bacanas e bananas. Um dos últimos filmes do ator Danny Roddick, o modelo da capa usando franja, morto em setembro/2007 por overdose.


Best Music: Red Shag Carpet, Link V: The Evolution (All Worlds Video). Colocar música em filmes pornôs é um trabalho mais delicado do que em qualquer outro gênero porque a concentração que se exige do espectador do filme pornô também é superior. Uma nota dissonante pode estragar uma punheta bem batida. Red Shag é uma banda independente de Edmonton, no Canadá que faz um estilo pop alternativo mas surpreendeu quem apostava em Nekked, que faz a música dos filmes da Lucas Entertainment e, nessa categoria, concorria com dois filmes, Gigolo e The Intern.


Best Screenplay: Jerry Douglas, Brotherhood (Buckshot Productions). Há quem diga que filmes pornôs não precisam de roteiro. E muitos não precisam mesmo, em outros eles são acessórios, como nos musicais. Roteiros para filmes pornôs são com a música, se desafinar e pode ser broxante, não importa quem sejam os atores. A ação deste filme se passa num colégio para rapazes, ambiente propício a muita sacanagem que o roteirista soube explorar com requinte. Danny Roddick, transando com o colégio inteiro é, outra vez, o modelo da capa desse filme. Jerry Douglas levou um prêmio que muitos apostavam seria entregue a Tony Dimarco, da Lucas Entertainment, que na categoria Best Music concorreu com dois filmes, Gigolo e The Intern. Definitivamente esse não foi o ano de Michael Lukas.


Best Foreign Release: Knockout (Falcon International). Este filme é sobre lutadores de boxe de várias partes do mundo que treinam na mesma academia na Hungria. No elenco um brasileiro chamado Juan Rivero faz sua estréia na produtora e Tim Hamilton, fora da Bel Ami porque tá “velho”. A grande cena do filme é uma suruba de seis que parece ter sido decisiva para tirar o prêmio de três francos favoritos: Mating Season (Bel Ami), Rocks & Hard Places (Kristen Bjorn) e The Men I Wanted (Lucas Kazan Productions).

Best All-Sex Video: Link V: The Evolution (All Worlds Video). Categoria que se confunde com a de Best Picture. Filme dirigido por Chi Chi LaRue que retorna ao Link depois de dez anos. A série completa é de cinco filmes: Link V: The Evolution (2007) The Missing Link (2001), The Final Link (1999), Link 2 Link (1998) e Link (1998). Neste o diretrix procurou superar-se, e conseguiu.

Best Sex Scene – duo: Ricky Sinz e Roman Ragazzi, Grunts (Raging Stallion). Outra categoria dificil de escolher o vencedor. Neste filme Sinz flagra Ragazzi acabando de lever uma gozada na cara do negão Kanrum e não perde tempo pra emendar um trepada do tipo pão-com-banha em pleno acampamento militar.

Best Videography: Brian Mills e Paul Wilde, Fear (Titan Media). Mills é o fotógrafo de formação que virou diretor por opção, Wilde é seu primeiro-assitente, juntos fizeram um excelente trabalho em Fear. Premiação sem surpresa, difícil seria escolher o segundo melhor, com tantos candidatos dentro da média.

Performer of the Year e Best Actor: Jake Deckard, Grunts (Raging Stallion). Deckard desbancou concorrentes de peso, como Tiger Tyson, Dean Phoenix e Michael Lucas por estar desempenhando um papel épico numa trilogia (The New Recruits, Misconduct e Brothers in Arms) de filmes obrigatórios para quem quer ficar por dentro do pornô gay atual. O trabalho dele já foi apreciado aqui na matéria sobre Ink Storm, em janeiro, filme que ele dirigiu a atuou. Em Grunts Deckard consolida um trabalho que começou despretencioso, em 2005, e apenas dois anos depois já alcançou resultados tão positivos. Com seu visual macho man e num filme de caserna, foi o grande vencedor da noite.

Best Director: Chris Ward. Um veterano com mais de uma centena de filmes na carreira dificilmente erra e os jurados do GayVN foram bastante conservadores em não conceder esse prêmio para Brian Mills. Egresso dos estúdios Hot House Entertainment e Falcon Studios, fundou seu próprio studio, o Raging Stallion em 1999, onde faz o que quer e o que vem à cabeça desse senhor Ph.D. em América Latina pela University of Florida. Não sei se depois de tantos méritos no pornô gay, dos quais Grunts é um deles, ser Ph.D. tenha ainda alguma importância.

Best Picture: Grunts (Raging Stallion). Num país belicoso como os Estados Unidos, filmes ponôs gays na caserna têm primazia contra os outros filmes de paz. Grunts é batalha ganha neste mercado. Dirigido por Chris Ward e Ben Leon, é um filme grande sem ser desequilibrado, com grande elenco, boa fotografia e roteiro que tem qualidades para agradar até quem não aprecia o gênero.

GayVN Awards 2008 Parte 1

GayVN Awards

Os melhores de 2007

No último sábado, dia 16, realizou-se a décima cerimônia anual do prêmio GayVN 2008 em São Francisco, Califórnia. Os comentários sobre o evento foram bastante negativos nos Estados Unidos. Críticas de todos os tipos foram feitas, e não estou considerando o veneno dos maus perdedores, daqueles que não suportam ver os agraciados saindo da festa com seus troféus na mão. Refiro-me à crítica de gente que, com muita razão, não suporta mais o lero-lero dessas cerimônias nem tanta idiossincrasia da indústria dos filmes pornôs gays, leia-se AVN – The Industry Standard, jogando confete em si mesma. Com todos os problemas que um evento desse tipo pode ter, ainda assim ele representa um segmento importante da produção de filmes pornôs gays e ser nomeado em qualquer uma das categorias já pode ser considerado uma glória. Receber o prêmio é para poucos, a disputa é acirrada diante da enorme quantidade de títulos lançados a cada ano.

Houve quem reclamasse do local, o Gift Center, no afastado bairro de South of Market, em vez do Castro Theatre, no centro de São Francisco, como aconteceu em 2007. Da falta de transparência na escolha dos concorrentes aos prêmios. Da frouxidão das categorias. Da falta de algumas categorias, como melhor figurino. Por não concorrerem filmes bareback. Pelo GayVN ter se tornado muito parecido com o Oscar de Hollywood. Da cerimônia longa, maçante e previsível. Da substituição de Kathy Griffin por Lady Bunny, Derek Hartley e Romaine Patterson como mestres de cerimônias. Reclamaram até do preço dos ingressos, 100 dólares individual, que não é caro nem para os padrões de cidades como São Paulo e Rio, a não ser que a festa tenha sido realmente muito ruim.

Mas o GayVN não deixa nunca de cumprir sua missão que é provar que pornô gay não é só para punhetar, é para refletir e ganhar a vida, dinheiro, fama, prêmios, depois festejar que ninguém é de ferro! Dar essa prova é uma missão compartilhada pelo GayVN e por esse blog. Esses filmes devem ser dissecados como o homem morto na Aula de Anatomia do Dr. Nicolaes Tulp, o quadro de Rembrandt. Mesmo que essa missão nem sempre revele o que se queira ver, ela é necessária.

Paul Barresi, Rod Barry, Terry LeGrand, Greg Lenzman, Lucas Kazan, David McCabe eTiger Tyson receberam o prêmio honorário de membros da Hall of Fame do GayVN. É natural que cada um tenha seus próprios favoritos mas naquela noite quando estranhamente todos aqueles que vemos pelados estavam vestidos, o júri decidiu premiar apenas estes filmes e estes profissionais:

Best Newcomer: Blake Riley. Ele é um ator que desbancou vários favoritos ao título de "carne nova no pedaço", como os bonitos e talentosos Christian Cruz e Josh Vaughn. Também tirou de campo o brasileiro Ricardo Onça, que faz filmes para a produtora americana AMG Brasil. Nessa disputa prevaleceu furor sexual que Riley exibe em Link: The Evolution (All Worlds Video).


Best Amateur Video: Edge Series 1 (Chaos Men). Essa é uma das categorias “frouxas”, que receberam críticas desfavoráveis. Como explicar que a Raging Stallion esteja nela com o filme Faster! Faster! Fuck Me Harder!? Nesse negócio poucos podem ser considerados “amateur”. Talvez levem em conta a Chaos Men ser uma produtora que recusa estrelas consagradas e ter um elenco de modelos em primeira aparição nas telas, são bonitos e até parecem donzelos. Mas isso não significa que sejam amadores, o produto e o desempenho são profissionais. Amador é estilo.


Best Pro/Am Release: Edinburgh (Collin O'Neal's World of Men). Outra categoria “frouxa”, aliás nem se dão ao trabalho de escrever as palavras por extenso, suponho que Pro significa professional e Am é Amador. É, pois uma categoria híbrida. Collin O'Neal é um ator que já fez muitos filmes, mas essa série World of Men mostra a vida que muitos desejariam para si: O'Neal viaja o mundo inteiro trepando e fazendo filmes. Já esteve em São Paulo, Londres, Santo Domingo, Miami, este foi feito em Edinburgh, Escócia. Quando será que ele vai fazer um filme desses em Cabul ou Teerã?


Best Solo Performance: Ricky Sinz, Grunts (Raging Stallion). Punheta também é sexo! Comprova-o essa categoria, que premia a melhor bronha do ano. Ricky Sinz também poderia estar na categoria de Best Newcomer como um forte concorrente. Grunts é um filme de sexo na caserna que dizem ter sido feito com consultoria de militares, não resta dúvida! Sinz com seu corpo sarado, tatuado, pau médio, levou o prêmio pela carga erótica de colocar uma metralhadora engatilhada no cu, irresistível para americanos cujas armas são garantias constitucionais.


Best Alternative Release: Naked Boys Singing (TLA Releasing). Apresentação em DVD do musical homônimo off-Broadway com marmanjos cantando pelados, sem sexo.

Best Bisexual Release: Bi Accident (Devil's Film). Este blog não comenta filmes bisexuais.


Best Leather Video: Folsom Leather (TitanMen). Filme de uma grande produtora, calejada nesse estilo, com um grande elenco (Rick Van Sant, Arpad Miklos e François Sagat, entre outros grandes) e um diretor jovem, Brian Mills, cuja carreira como fotógrafo levou a fazer filmes com superior qualidade de imagem. Um prêmio que foi dado ao filme de Mills em vez de dar-lhe o de melhor diretor.

Best Oral Scene: Joey Amis, Mating Season (Bel Ami). Dizem que Joey Amis é filho de uma das famílias mais ricas da Eslováquia. Se não for a mais rica pelo menos gerou o chupador mais guloso daquele país, do tipo chupa-engole, protagoniza a mais longa seqüência oral da BelAmi. Um favorito que não decepcionou.

Best Specialty Release: Executive Pleasures 1 (MenAtPlay.com). Produtora britânica especializada em filmes curtos feitos para internet com rapazes vestidos de executivos em cenas solo ou em dupla. Executive Pleasures 1 reúne seis desses filmes em formato de DVD, dirigido por Matt Jordan, mostrando como. os engravatados se soltam fácil. Se houvesse prêmio para melhor figurino os filmes dessa produtora seriam fortes candidatos.

Best Specialty Release (18-23): Rebel (Bel Ami). Na especialidade “lolitos”, sem ser bareback, a Bel Ami é imbatível. Essa produtora deve ter nos fundos um criatório inesgotável de franguinhos bonitos e safados só comparável ao que se vê nos portões dos colégios jesuítas. Paul Valery é o nome do modelo da capa, um monstro de talento para comer bunda.


Continua no próximo post...

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Meu blog desnudado

Meu blog desnudado
O único nessa categoria

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Um blog sobre filmes pornôs gays não pode sentir pejo em desnudar-se. Excepcionalmente nesta matéria o assunto deixará de ser os filmes para ser o próprio blog.
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Boris Transar apareceu pela primeira vez em fevereiro de 2005 no Portal GLX. Em novembro de 2006 as matérias passaram a ser publicadas no servidor Blogger. Neste mês de fevereiro completaram três anos da primeira matéria e o blog concluiu um processo de atualização do design e do conteúdo que havia iniciado em setembro de 2007. Entretanto foram mantidas algumas características já consagradas desde o início, como o uso da fonte Verdana cinza-claro sobre fundo negro, muitos Marcadores e a densidade do conteúdo das matérias, consolidando o blog como o único nessa categoria, em língua portuguesa.

O novo design, sobre o modelo Minima Dark, criado por Douglas Bowman (Stop Design) para o Blogger, foi explorado em todas as suas potencialidades e atualizado para criar uma identidade que reforce o caráter porncult do blog. As modificações fazem parte e um processo que é dinâmico, ininterrupto. Basta que algum problema seja verificado para que a solução seja buscada e adotada imediatamente. Nessa questão sempre há como melhorar e as ferramentas existentes incentivam e facilitam as mudanças.

Foi criado novo cabeçalho, mais sexy. O texto utiliza, no título, a fonte Underwood 1913, criada por Gilles Le Corre. Na descrição do conteúdo foi utilizada a clássica Verdana sobre foto de fundo em preto-e-branco.

Na coluna direita foi dada uniformidade cromática à fonte. Alguns elementos foram deslocados, outros foram criados e outros eliminados. Os textos de Bem-Vindos, Advertências e Quem Sou Eu foram revistos, ampliados e atualizados. Os links foram divididos e agrupados em sete grandes temas: Compartilhadores de Torrents, Film Archives, Estúdios e Produtoras, Websites Pessoais, Informação Diversão e Compras, Blogs, Festivais e Mostras. O blog agora também indica livros e passou a exibir uma Imagem de Ocasião, uma janela onde sempre haverá uma imagem impactante sobre um assunto corrente ou um refresco para os olhos. A Imagem de Ocasião é trocada a intervalos de, no máximo, três dias. Foi adicionado um contador de visitantes online, um contador total de visitas e um link para o Real Tracker, um dos verificadores de audiência do blog. O acesso a esses dados é livre.

A coluna esquerda apresenta sempre a última matéria publicada. A atualização passou a ser quinzenal desde de setembro de 2007, cada matéria tem a extensão média de 5 mil toques. As que foram publicadas anteriormente devem ser buscadas no Arquivo do Blog (coluna direita). Os Marcadores, localizados no final da coluna esquerda, também facilitam a busca de conteúdo. Para ilustrar, além das imagens, sempre que houver disponibilidade será adicionado conteúdo audiovisual ao corpo das matérias. Foi mantida a característica que faz o blog ser baseado em texto, no qual as imagens colaboram para elucidar o conteúdo, e não o contrário.
O rodapé também foi modificado, ganhou conteúdo. Foi eliminado o Name in Lights, o ornamento que encerrava o design. No lugar dele foi inserido uma lista de sites que linkam o blog, criando uma rede de reciprocidade, de interesses comuns, compartilhamento de público e conteúdo. Foi criado e adicionado um banner de utilidade pública, a Campanha por uma Vida Sexual Saudável, contra o cigarro e pelo uso da camisinha.

O blog só não foi inteiramente desnudado porque não está disponivel os dados sobre o número de leitores de Boris Transar no Portal GLX. O número de leitores do blog estava estabilizado abaixo de mil visitas por mês desde sua criação, em novembro de 2006. A partir de outubro de 2007 este número começou a aumentar e atingiu 2.124 visitas naquele mês. Em novembro chegou a 7.670. Em dezembro foi de 10.234. Em janeiro último foi de 13.903. A estimativa para este mês de fevereiro é alcançar 16 mil visitas. São números que indicam que as mudanças que aos poucos foram introduzidas surtiram efeito desejado na audiência. Design atualizado, muito mais leitores. O blog busca alcançar a medida do paladar do leitor sem perder sua própria identidade.

Até agora gratuito e sem links comerciais, o blog mantém firme o objetivo de apresentar quase tudo sobre os filmes pornôs gays, mesmo porque quem mostra tudo são os filmes de sexo explícito. Outros objetivos são: tornar o conteúdo da blogosfera mais consistente e estimular o surgimento de outros blogs, mesmo diletantes que, como este, cultivem a fidelidade do leitor.

Todo esse trabalho não teria sido realizado sem a colaboração de O Membro Desonesto. Agora há uma equipe Boris Transar e a nova bossa só foi possivel com a introdução dele. Merece palmas.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Carnaval na tela

Carnaval na tela
Filmes no clima

O carnaval é festa da carne. Na rua, em casa ou na telinha haverá sexo em abundância, sabendo usar não vai faltar para o resto do ano. Ver um filme pornô gay nesse feriado é uma boa opção dentre tantas possíveis, como praticar sexo. O blog do Boris Transar comentou alguns filmes e os sugere aos pornófilos, assim eles mantém a diversão em todos os momentos sem sair do clima carnal. Para assistir sozinho ou acompanhado, são filmes antigos e novos que podem ser facilmente encontrados nos compartilhadores de Torrents.
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Dangerous Liaisons (Lucas Entertainment, 2005) – Um filme de Michael Lucas, o mais chic e diretor dos filmes pornôs gays em atividade. Também é ele quem melhor cuida dos aspectos técnicos dos filmes de sua produtora, a Lucas Entertainment. Produção, cenários, figurinos, roteiro, trilha sonora e montagem são superiores ao que se vê normalmente. Dangerous Liaisons é baseado no clássico da literatura francesa Les Liaisons Dangereuses, escrito por Pierre Choderlos de Laclos e publicado em 1782. Lucas também atua e o personagem que seria da Marquesa de Merteuil ele reservou para si mesmo, claro, como Marcus Von Halpern. Ele pede ajuda a Gus Mattox, que interpreta o personagem de Valentine Moore, um Visconde de Valmont que é fotógrafo de moda, para vingar-se de um antigo amante. As semelhanças com a obra original param por aí. O filme é inteiramente ambientado em Nova York atual, as relações perigosas é o trepa-trepa entre todos, comum em qualquer sociedade. O filme conta com aparições de celebridades locais e algumas conhecidas também no Brasil, como RuPaul, Boy George e Lady Bunny. Foi ganhador do prêmio de Melhor Filme do GayVN 2005 e seu sucesso foi determinante para o diretor lançar, depois, La Dolce Vita (2006), baseado no filme homônimo de Federico Fellini, de 1960. (165 minutos).

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Machofucker (M.F. Entertainment) – Não há nada mais antagônico ao estilo dos filmes de Michael Lucas do que os filmes dessa produtora. Sexo interracial, amador, bareback, extreme hardcore e, às vezes, escatológico. São episódios curtos, feitos pra internet, e as transas são entre ativos muito dotados e passivos gulosos. Não há preliminares, o sexo rola a partir do primeiro instante até o ativo gozar. As cenas são de submissão total, com alguma brutalidade e nenhum romance, os atos podem ser classificados com estupro consentido. Revejam todos os episódios antigos dessa produtora e vejam alguns episódios lançados recentemente gravados no Brasil: The Ruff-Rider, Machos da Favela I, Machos da Favela II, Ass-Slammer e Rio Cum Sluts, este último episódio mostrando uma trepada que finaliza com uma gozada interna e uma golfada anal imperdíveis! São filmes pornôs transnacionais exemplares. É interessante verificar como os atores brasileiros se saem bem nos filmes de produtoras estrangeiras, parece que o bom desempenho deles se explica por eles serem melhores pagos nessas produtoras ou porque eles têm a esperança de, com um filme desses, fazer carreira internacional, como aconteceu com Rafael Alencar, a dupla Daniel Marvin e Pedro Andréas, Vladmir Correa e Lucas Foz.

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Fuckclub Gangbang (OTB Video, 2007) – Todos os filmes dessa produtora holandesa mostram chicos transando sem camisinha. São realizados no México e na Colômbia e constituem mais um exemplo de pornô transnacional. Os atores destes filmes são uns porquinhos bebedores de esperma pelo cu e pela boca. Católicos, pode se supor que eles não usam camisinha por recomendação papal, que Nossa Senhora de Guadalupe os protege. Mas devem receber uns trocados a mais pelos riscos assumidos. O bareback nesses filmes foge inteiramente à linha soturna, pioneira do estilo, caracterizada pelos filmes de Paul Morris, na Treasure Island Media ou Ben Baird, na SX Vídeo. Há uma alegria irresponsável, inconseqüente, lembram mais filmes pré-condom. Para quem gosta do visual adolescente latino é imperdível vê-los tão frescos e pegando fogo em produções tão modestas. Dirigido por Alex Chaves, Fuckclub Gangbang é da série “Bareback Friends” e é tido como recordista em número de ejaculações, 52 no total! Supera os impressionantes números de filmes como Dawsons 50 Load Weekend (Treasure Island Media, 2006). A série “Bareback Friends” reúne os mesmos atores em filmes sempre dentro do mesmo apartamento mixuruca onde os amigos se reúnem para transar, fazendo surubas com vários magrelos versáteis. Em Fuckclub Gangbang cada um confessa seu maior desejo, sorteiam a ordem, e depois põe em prática. São sete participantes e sete desejos. O de Xavier é que cada um goze dentro do seu rabo, e por aí vai. O maior mercado para esses filmes está na Europa, onde a OTB Video conquistou o Prêmio “David” 2007 na categoria Best Latin Movie e o 1st European Gay Porn Awards 2007 na categoria Best Black / Latino Film. (120 minutos).

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Hot Men Cool Boyz (Hotmale Productions, 2000) – Um pornô gay que ficou conhecido por excesso de pretensão, pela tentativa de inovar o gênero, pelo visual kitsch e por ter sido produzido, não creditado, por Lars Von Trier. Figura bem conhecida no meio cinematográfico convencional, Trier recebeu a Palma de Ouro no Festival de Cannes, em 2000, pelo filme Dancer in the Dark (Dançando no Escuro), antes disso havia lançado o movimento intitulado Dogma cujo manifesto continha regras que orientaram sua produção cinematográfica. Essas regras produziram obras tão díspares quanto O Grande Chefe (2006), Dogville (2003) e Hot Men Cool Boyz. Produção dinamarquesa, dirigido por Knud Vesterskov, começa com uma fulana como anfitriã, que declara ser este filme “um conto de fadas íntimo”, ela faz um desnecessário discurso nos estúdios da Hotmale Productions para justificar o conteúdo que vai ser apresentado, é didática e informática como um ábaco. Tem uma direção de arte neobarroca que lembra as fotografias da dupla Pierre et Gilles, Pernille Schellerup usou cenários virtuais fundidos com cenários reais de plástico onde faunos nórdicos, mercadores, sádicos, romanos, fodem num clima onírico, onde muita importância é dada a figurinos e objetos de cena. Vicejam folhagens como num tapete oriental. Ron Athey (também trabalha em Hustler White) faz um narrador que liga os seis episódios, primeiro como um hipnotizador, depois um punheteiro “romântico desvairado”, em seguida um apresentador de circo de sexo, um sado-masoquista, um aquabofe e, por fim, de apresentador de telejornal; bonito, tatuado, bem dotado, ele não trepa com ninguém. O elenco é semi-amador, com exceção do veterano Billy Herrington, que usa um maiô numa cena masô. O filme não provoca ereção, é alegórico, causa estranhamento, é excessivo. Na tentativa de inovar fizeram um filme cujo descompasso entre figura e fundo são gritantes, a ação é realista e o cenário é irreal. É sabido que Trier fez outros filmes pornôs hetero, mas não há notícia de que a Hotmale Productions tenha feito outro filme gay depois desse. Em muitos aspectos Hot Men Cool Boyz é exemplar de tudo que um filme pornô gay não pode ser. Em outros ele é inteiramente convencional. (95 minutos).

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Raw Rivals (Eurocreme, 2007) – A Eurocreme é uma companhia que realiza várias séries de filmes pornô gays na Europa, possui alguma semelhança de estilo com a OTB Vídeo, exceto no orçamento das produções, na finalização e no uso de modelos latinos. As séries bareback ("Raw", "Bare", "Twinkz", "Punkz", "SauVage"), são estreladas por atores do Leste Europeu e são produzidas pela AVI Production, da República Tcheca, controlada por Vlado Iresch, o profícuo diretor desse e de muitos outros filmes igualmente recomendados. A qualidade dos filmes da Eurocreme alcançou padrões excelentes, superando outras produtoras, como a BelAmi. A edição feita por Tom Barnz e pelo próprio Iresch funde, com agilidade, a fotografia de Joseph Rychtecky e a música de Felix Tau, produzindo clips de abertura que fazem um contraponto ao adágio das cenas de sexo. O elenco reúne mancebos jovens, muito bonitos e tesudos que trepam com furor. Por essas qualidades a Eurocreme recebeu o prêmio de Best European Studio e Iresch o “La Branlette d´Or” (A Punheta de Ouro) no 1st European Gay Porn Awards. O enredo de Raw Rivals está baseado na disputa entre dois lutadores, Lucky Taylor e Tom Tay, o primeiro é um ocidental, o segundo é um oriental. Eles possuem, cada um, seus próprios acólitos com quem fodem para desopilar. Tay é uma das melhores revelações do pornô gay em 2007, exibe todas as delícias que comporta um modelo compacto oriental. Lucky Taylor tem uma das picas mais anatômicas para quem quer conforto e muitos dias depois ainda sentir a dor da saudade. No elenco Filip Dean, cabeludo, gostoso, passivo até doer. Outro novato é Cliff Harper, com cara de bezerro mamão, é um daqueles que deve ter aumentado a idade para poder fazer filme pornô gay, ele é severamente gangbangeado por cinco caras no ringue de boxe tailandês por não ter sido um bom aluno na escolinha – fofo demais. A disputa entre Lucky Taylor e Tom Tay é no ringue, sem sexo, Tay leva muita porrada e Taylor ganha uma bundinha de prêmio. (115 minutos).

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That Man Peter Berlin (Gorilla Factory Productions, 2005) – Documentário dirigido por Jim Tushinski, sobre um dos maiores ícones do mundo gay, Peter Berlin, cujo nome verdadeiro é Armin Hagen Freiherr von Hoyningen-Huene, nascido em 1942. A partir de depoimentos de testemunhas e de um rico acervo documental sobre o filmografado, se toma conhecimento da vida deste homem, hoje sexagenário, que nos anos 70 abalou o mundo gay com um visual provocante tornado emblemático pelas lentes de Robert Mapplethorpe e pelo traço de Tom of Finland. O que antes se sabia a respeito de Peter Berlin nunca ia além de sua representação imagética, dissociado de dimensão humana, sabia-se dele tanto quanto se sabe sobre a Mulher-Gato. Peter Berlin foi o que são os homens que trabalham em filmes pornôs gays: personagem e representação em fluxo piroclástico, eles são o que representam. Artista, fotógrafo, cineasta, modelo, foi o objeto de desejo e inspiração de toda uma geração que, no inicio dos anos 80, se viu abalada pela AIDS e pela desesperança do sonho acabado. No cinema fez Nights in Black Leather, dirigido por Ignatio Rotkowski (1973), e atuou e dirigiu That Boy (1974), numa época em que o mundo estava testemunhando o desabrochar dos filmes pornô gays. Peter Berlin, junto com outros pioneiros nos Estados Unidos, introduziram o bê-a-bá do gênero nas telas do cinema de uma forma que se sustenta até hoje com poucas modificações. Há muita melancolia nas memórias deste homem, um dos poucos sobreviventes de seu tempo. Peter Berlin não está imortalizado apenas pelas imagens de sua juventude, belo e sexy, mas também pelas de um homem maduro, solitário, revelado em um filme que adiciona a dimensão que faltava ao mito. (80 minutos).

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Hustler White (Hustler White Productions, 1996) – Bruce LaBruce e Rick Castro escreveram e dirigiram esse filme que conta a história do improvável romance entre Jurgen Anger (Bruce LaBruce) e Montgomery Ward (Tony Ward). Anger é um alemão que viaja aos Estados Unidos para fazer uma pesquisa e escrever um livro sobre prostituição masculina. Ward é um michê americano, que faz ponto em Santa Monica Boulevard, Hollywood, e é fluffer em filmes pornôs gays. Os diretores povoam o filme de referências cinematográficas, desde a primeira cena do cadáver-narrador boiando no jacuzzi, passando por várias outras referências a Keneth Anger, Peter Berlin, Wakefield Poole, David Cronemberg e Pasolini, com sutilezas, ironias e humor. Este filme acaba por ser uma excelente introdução à obra de LaBruce, outra maneira de conhece-lo é a leitura do seu livro de memórias intitulado The Reluctant Pornographer. LaBruce é um diretor de Toronto, Canadá, com vários filmes lançados desde a estréia punk, anárquica, hardcore e inquietante do primeiro longametragem de sua autoria No Skin Off My Ass (1991). LaBruce têm mantido essa unidade autoral nos demais filmes que dirigiu, o que torna sua obra extremamente autoral, algo possível de realizar apenas em produções independentes. Hustler White contém cenas de sexo sem, no entanto, ser um filme de sexo explícito convencional, muitos críticos deram-lhe o famigerado rótulo de "filme de arte" na falta de um rótulo mais apropriado. Propositadamente LaBruce filma cenas de bizzarias extremas que fazem revirar estômagos mais sensíveis. Ron Athey (também trabalha em Hot Men Cool Boyz) faz o papel de um assassino que pega michê no cemitério. Tendo nascido num país que faz o incômodo papel de mais próximo satélite americano, LaBruce assume uma atitude radicalmente virulenta e ostensiva nos seus filmes, exibindo as taras dos puritanos norteamericanos como provocação claramente política e com a finalidade de criticar a hipocrisia na qual se assenta a sociedade e os filmes hollywoodianos. (80 minutos).