sábado, 24 de maio de 2008

Brent Corrigan

Brent Corrigan
O retorno da bunda estrelada

Acontecerá neste sábado, 24 de maio, em Chicago, Illinois, a entrega do Grabby Awards, neste ano em sua 17ª edição. No domingo 25, em São Paulo (SP), haverá a 12ª Parada GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transexuais), considerada a maior do mundo. As duas cidades começaram a ferver com os eventos preparatórios que na cidade brasileira duram uma semana e na americana três dias. Como tem muita diversão nas ruas e nos inferninhos, pelo menos nessas duas cidades, pouca gente vai ficar em casa para ler essa matéria da maior importância sobre o retorno Brent Corrigan e sua bunda estrelada. Quem ficar em casa poderá aproveitar para rever os filmes desse gatinho do rabão e conferir em dois filmes novos o que ele está fazendo nessa temporada.

Após um sumiço de um ano, intervalo forçado quando se encontrava numa fase muito produtiva da carreira porque seu nome foi envolvido no assassinato do produtor e diretor Brian Kocis, do estúdio Cobra Vídeo, onde Corrigan estreou ainda menor de idade, como Traci Lords e outros que precisam sonegar informações para conseguir trabalho. Tristes tempos esses em que ser menino prodígio em intercurso sexual com um adulto responsável é estar à margem da legalidade.

Seus primeiros filmes Every Poolboy's Dream e Schoolboy Crush (Cobra Video, 2004), Bareboned Twinks e Casting Couch 4 (Cobra Video, 2005) são dessa fase “menor de idade maior de capacidade” e se tornaram quase impossíveis de serem encontrados. Num curto período, entre 2004 e 2006, essa pequena produtora foi a grande sensação do bareback juvenil de fundo de quintal e a dupla Ko-Co (criador e criatura) parecia fadada ao panteão dos grandes imortais do pornô gay galático. Mas então vieram as desavenças, os maus-bofes, a separação litigiosa e, por fim, o assassinato em fevereiro de 2007 de Kocis. A suspeita sobre Corrigan foi desfeita pela polícia americana e os verdadeiros assassinos foram presos e aguardam julgamento. Este blog fez a cobertura destes fatos em duas matérias publicadas outubro e março de 2007. Em 2008 é chegada a hora de recomeçar pois Corrigan ainda tem muito pra dar.

Quem esperava que ele voltasse em uma grande produtora e mantendo o nome Fox Rider, com o qual estrelou The Velvet Mafia (Falcon, 2006) deve ter se surpreendido com essa volta talvez incompatível com os píncaros para os quais sua bunda foi moldada. Ele, por não ter contrato de exclusividade com nenhuma produtora (uma das razões do seu desentendimento com Kocis), circula livremente entre “pequenas” (Cobra), “médias” (Miami Studios, onde em 2006 fez The Twin Dicks of Hazzard), “grandes” (Falcon) e “independentes” (TLA Releasing, onde participou da comédia “entendida” Another Gay Sequel: Gays Gone Wild, que estreará nos Estados Unidos no próximo mês de julho).

A produtora dos seus dois últimos filmes, Dirty Bird Pictures, é nova no mercado mas não parece ter pequenas ambições, haja visto o elenco de beldades que apresenta ao público e a qualidade das produções, surpreendentemente bem cuidadas. Nela ele fez The Porne Ultimatum, dirigido por Mike Donner e Brent Corrigan´s Summit, dirigido pelo próprio Corrigan, ambos lançados recentemente. Já há outro filme de Brent Corrigan, Active Duty (Dirty Bird Pictures, 2008) para ser lançado ainda neste verão do hemisfério norte.

O grande exibicionista chega aos 21 anos de idade (fará 22 anos em outubro) mostrando o seu e o dos outros com um domínio avançado da arte de fazer do cu uma estrela. Mais que isso, esse recomeço mostra sua decisão de diversificar os ofícios, além de ator pornô ele volta num papel não-sexual em Another Gay Sequel: Gays Gone Wild e como roteirista e diretor de Brent Corrigan´s Summit.

Rodado nas margens do lago Tahoe, uma paisagem montanhosa da Califórnia, Brent Corrigan´s Summit é um talk porn, um tipo de filme que tem um apresentador que anuncia as atrações, papel desempenhado pelo próprio Corrigan.

A primeira seqüência é uma trepada entre Damien White e Jacob Powell depois de uma partida de sinuca, o esporte mais praticado nos filmes pornôs gays. Não haveria de ser diferente e adequado para Jacob meter o taco na caçapa de Damien. Jacob é magro, feio e pauzudo, para muitos essa qualidade da anatomia é a única coisa que interessa num homem. O pau de Damien é menor e numa situação como essa é justo e comumente aceito que ele ceda o fiofó. O cinegrafista mostra com minúcias como um pau imenso encontra abrigo e diversão num cuzinho que, à primeira vista, parece inteiramente incapaz de suportar essa invasão bárbara.

A segunda seqüência é um tricotê entre Keegan Kemp, Damien White e Brooklyn Ray, três paus médios e bundas idem que fazem uma harmônica cena de chupada "tipo mandala". Damien dá logo para Brooklyn, goza, sai combalido e deixa Keegan e Brooklyn terminarem a seqüência sozinhos.

Os considerados não-estreantes do filme, Mason Wyler e Brent Corrigan, fazem da terceira seqüência um encontro de estrelas que se notabilizaram por dar a bunda. Esta seqüência pode ser vista como um tira-teima para saber quem é o mais dadeiro dos dois. Paus equivalentes, bundas heróicas, de nada vale existir o critério de desempate baseado no estereótipo “loiro passivo” Wyler contra o “moreno ativo” Corrigan. Os dois fazem um troca-troca exemplar e levam a disputa para outra ocasião.

Brent Corrigan, Adam Wells, Reese Reynolds e Jacob Powell estão juntos na quarta seqüência de sexo. Corrigan está comendo o cu do delicioso Wells quando chega a outra dupla para formar uma suruba de quatro. Suruba com número par de participantes devem ser evitadas, mesmo que para tanto se sacrifique alguém. Nesse caso, o critério de exclusão é muito variado, mas alguém deve ficar como curinga ou como árbitro de suruba.

Da primeira à ultima seqüência o filme vai decrescendo até finalizar com uma seqüência onde o elenco reunido participa de uma reunião íntima com muita conversa boba, brincadeiras eróticas que acabam em chupadas e punheta coletiva.

É lamentável que numa locação tão bonita quanto o lago Tahoe (água, floresta, neve e montanhas) não tenha sido explorada para as cenas de sexo, que acontecem sempre dentro do hotel onde se hospedaram. Pelo menos as prévias poderiam ter sido feitas ao ar livre para justificar a locação “tipo européia”, já que cenas de sexo explícito podem ser difíceis de fazer sob baixas temperaturas. A locação foi inútil paisagem. Também é ponto negativo que ele tenha optado por uma estrutura tão convencional no seu filme de estréia como diretor e roteirista. Um pouco de ousadia e criatividade nunca fizeram mal a ninguém. O filme tem características tais que, não fosse pelas as camisinhas, poderia ser comparado ao trabalho indoor do falecido Brian Kocis. Esse seu novo filme não tem criatividade, transgressão nem risco, o valor que resta é a beleza juvenil de seus atores.

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The Porne Ultimatum é um filme que desde o início se percebe como sendo um produto com melhor estrutura e acabamento quando comparado a Brent Corrigan´s Summit. Sua composição não é da simples colagem de seqüências de sexo nem a mera criação de “clima”, ele possui o esforço quase dispensável de parodiar The Bourne Ultimatum (Universal Pictures, 2007), uma história de mistério e suspense com introdução, desenvolvimento e epílogo. Esse filme será lembrado por apresentar Brent Corrigan fazendo um papel secundário e, sobretudo, por ter lançado ao estrelato Kaden Saylor, uma variedade de ator bonito, encorpado e frutado, embora tenha um talento bastante limitado para interpretar cenas não-sexuais que, neste caso, deveriam ser feitas por Matt Damon e pouca gente notaria a diferença. Mas não é de densidade dramática que vive o filme pornô, cujos protagonistas são as genitálias, segundo os definiu a Suprema Corte dos Estados Unidos.

Era uma vez um rapaz chamado Chason Porne (Kaden Saylor) que escapou de uma penetração anal não-consentida segundos antes do estuprador gozar. Desmemoriado e com o cu lascado ele vai passar o resto do filme procurando os seus algozes para a vendeta. Para sua sorte é encontrado desfalecido por um estudante de medicina, Brent Corrigan, o primeiro que o acode. Agradecido por tanta bondade, come a bunda do estudante. Fazem o que sabem e dão o que têm numa foda romântica.

Ainda sem lembrar nada de si, ele vai ao Balboa Park de San Diego, Califórnia, tradicional local de pegação, onde reencontra seus algozes armados. Consegue escapar da forma mais prosaica possível, mas, enfim, vale o esforço para salvar o cu que demora a curar. Mason Wyler é o segundo que o acode. Com Wyler ao volante, os dois saem em busca dos algozes armados. No percurso encontram uma casa que Porne associa de alguma maneira à sua identidade, onde poderá vingar umas pregas subtraídas. Nessa casa só há homens e sexo.

Para Porne entrar lá Wyler seduz com zero de dificuldade o segurança, Barrett Long. Então há um seqüência de sexo entre eles. Long é um ator que pelo nome já se tem certeza, de pau enorme, ovos arriados e assimétricos. Gritando muito, Wyler agüenta a vara de Long só para ajudar o amigo recém-conhecido. Mas Long e Wyler estão em lados opostos e não poderiam nunca ser felizes juntos. Nessa trepada a última cassetada é dada por Wyler na cabeça de Long com um taco de beisebol.

Em algum cômodo da casa Porne inicia sua averiguação e não demora a encontrar os dois algozes armados, Kasey e Colin, transando em trio com o chefinho, Levi, compondo o “eixo do mal”. Enquanto o trio goza, Porne aproveita para surrupiar a arma, o celular e sair de fininho.

No caminho eis que encontra outro casal, Brant Moore e Seth, fazendo um 69. É confundido com um novato e para não ter a identidade descoberta aceita transar com os dois, formando um trio fogoso. Finda a trepada, o que resta fazer é sair daquela casa de tarados malévolos.

Com Wyler no volante há uma perseguição automobilística de praxe e depois, quando no aconchego do lar, em retribuição por Wyler ter sido um chofer tão habilidoso e um amigo tão solidário, lhe come o cu. Há grande possibilidade de que tenham vivido felizes por mais algum tempo pois eles são do mesmo time de bonzinhos.

O papel de Porne é de um personagem que sabe recompensar os bons e justiçar os maus. Já conhecermos o tipo que “faz o bem sem olhar a quem”, pois Porne é o tipo “que faz o bem sem saber quem é”.

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Saiba mais:

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sexta-feira, 9 de maio de 2008

Puta!

Puta!
Mulher por opção

A vida comezinha anda a reboque da pornoexistência. A mais recente prova disso é que os economistas só concederam ao Brasil o grau de investimento depois dos pornoinvestidores o terem feito. Os fundos brasileiros foram o mote da matéria publicada por este blog em 06 de abril. Na economia o fenômeno da orgia dos ricos com os fundos dos pobres nunca se pareceu tanto com o que se observa na sociologia cabocla e na pornologia universal.

Com uma única exceção, Kristen Bjorn Productions, nenhum dos estúdios que veio filmar no Brasil é considerado grande, todos são médios ou pequenos que têm pouca ou nenhuma chance de concorrer com os grandes no mercado e nas categorias principais dos prêmios dos festivais. Resta-lhes categorias “alternativas” e comer o mercado pelas beiradas. Um dos motivos da atração desses estúdios pelo Brasil foi a criação, em muitos festivais, da categoria “Best Latin Films”, na qual participam filmes com atores latinoamericanos. Outro motivo, já mencionado neste blog, é a existência de farta (mas nem sempre de qualidade) mão-de-obra no país. Mas o motivo principal do Brasil ter se tornado atraente para as produtoras foi econômico e corre o risco de desaparecer: a valorização do Real nos últimos anos encareceu as produções estrangeiras rodadas aqui. Pode estar chegando o momento em que elas, para contornar as desvantagens econômicas e continuar usufruindo das outras vantagens, tenham de se estabelecer ou se associar a produtoras locais para produzir de forma compensatória os filmes que nos habituamos a ver. Se forem sinceras as queixas dos produtores de filmes pornôs gays brasileiros sobre o pouco retorno dos investimentos, esse negócio parece ser mais seguro para o produtor externo do que para os produtores brazucas.

A francesa Clair Production foi uma das que investiu no Brasil e alcançou resultados satisfatórios. Embora tenha lançado menos títulos do que a Alexander Pictures e a AMG Brasil, citando suas rivais mais próximas, se sobressai por ter sido ela, junto com a MachoFucker, as produtoras que colocaram o Brasil definitivamente na onda dos filmes "descamisados", assim como a OTB colocou o México e a Colômbia na mesma onda. Curiosamente essa produtora holandesa nunca fez filmes no Brasil. O problema dos filmes da Alexander Pictures é ter abusado da estética da favela, algo só pode agradar a quem nunca foi forçado a conviver com elas e de longe sonha com o dia de vir ao Brasil para fazer turismo (sexual) por lá. A AMG Brasil abusa dos filtros na fotografia e suas duas maiores estrelas, os gêmeos Carlos e Caio Carvalho, ficaram muito aquém do esperado.

Entre 2006 e 2007 a Clair Production lançou Brazil Gonzo, dirigido por Alberto Rey, Puta! e La puta do Brazil, dirigidos por Stéphane Moussu. São três filmes bareback, com locações no Rio de Janeiro e cercanias. Seus roteiros cabem num guardanapo e praticamente não se alteram em todos os filmes da produtora, por isso o valor individual do ator torna-se fundamental para manter o interesse do espectador. Este partido de roteiro, curto e grosso, evita as narrativas difíceis de emendar que acontecem amiúde em musicais, por exemplo, quando os atores estão no meio de uma ação que, de repente, é interrompida para interpretarem uma música.

Como o único ator não-brasileiro em Puta! e La puta do Brazil, o francês Laurent, algumas vezes creditado como Laurent D´Amour (fotos acima), passará para os anais do pornô gay como tal, assim mesmo, designado no gênero feminino, porque ele é mulher por opção. Amigo e assistente do diretor Stéphane Moussu, com quem ajudou a criar a Clair Production há treze anos, seu primeiro filme foi XXL (Clair Production, 1995). Super-passivo, guloso, cabeça raspada, pêlos gentilmente distribuídos pelo corpo, estatura mediana, dono de um encanto original e um olhar de noviço de monge tibetano quando vê uma surucucu. Como diz a sabedoria popular: Olhar penetrante, cu penetrado!

Puta! (reprodução de capa acima) é o filme que deixou Laurent conhecido aqui. Ele chega no Brasil pelo Rio de Janeiro em tomadas aéreas como o anjo de asas do desejo que pousa em Copacabana e começa a dar a bunda para as grandes picas locais. Ele cumpre seu papel de passivo com o empenho de quem descobriu o Brasil e fará deste um país sem pecado não importa onde fica o equador. O roteiro não é explicito como o filme, mas percebe-se que Laurent está procurando um local para se hospedar, passar uma temporada ou viver para sempre. Ele sofre o infortúnio que acomete a maioria dos turistas que chegam ao Rio, tem a bolsa roubada. Entre os pertences levados um jockstrap, uma algema e dois dildos; os dois larápios, Anderson e Jefferson (Júnior Ronaldo na AMG Brasil) fazem a festa. Na última seqüência Laurent faz uma dupla penetração invejável, à beira da piscina, como Maurício (Roger Carneiro na AMG Brasil) e Rodrigo (Joam Jorge na Alexander Pictures), que aparecerão em outros filmes da Clair. No elenco de Puta! vários rostos conhecidos do público brasileiro, como Alexsandro e Reginaldo (Zulu nos filmes da MachoFucker).

La puta do Brazil (reprodução de capa acima) é o mais recente e o melhor dos três filmes. Laurent já não está procurando um local para ficar, o filme é todo ambientado num local que se assemelha a uma pequena pousada de praia cujo dono parece ser o francês. Sem panorâmicas de rua nem de paisagem como cenas de corte, sem trilha para embalar o ambiente, com um elenco pouco numeroso, é um filme enxuto, opção sábia de quem não quer cometer grandes deslizes. Na primeira seqüência Laurent pega na rede um peixe grande: Rodrigo (Joam Jorge na Alexander Pictures), um serviçal que, por acaso, estava por perto, com uma vassoura, limpando o chão, enquanto ele lê nababescamente uma tradução francesa do livro de Isabel Allende “O reino do dragão de ouro”. Começa então a viagem do estrangeiro ao paraíso selvagem levando uma pica tamanho “grandezinha”. Laurent dá uma lição de equilíbrio em várias posições de penetração oral e anal na rede, usando o balanço para compassar a foda. Laurent é dramático enquanto Rodrigo parece apenas cumprir o contrato e, lamentavelmente, tem dermatite no traseiro. Para disfarçar as imperfeições da pele fizeram falta, nesta seqüência, os filtros da fotografia da AMG Brasil.

A segunda seqüência acontece no bar, depois de uma cervejinha, Wildson e Fabrizio formam uma dupla de criolões fortes e singelos. Trepam com muito carinho, finalizam com esperma na bunda de Fabrizio e na boca de Wildson, um ativo que demonstra gostar de gagau. Yago e Laurent, começam na piscina a terceira seqüência que termina no quarto. Yago, conhecido pelos filmes feitos na AMG Brasil, nos quais aparece com o sobrenome Mendonça, para orgulho da família (Darien Leon ou Mujahid na Alexander Pictures, dependendo do papel, se brasileiro ou árabe), é um dos atores mais bonitos do Brasil, dotadinho, passivo, possui um corpo e uma cara de cafuçu perfeitos. Laurent aceita dele carinhos anais com a língua e com dildos de todos os tamanhos. A seqüência culmina de maneira folgazã num fistfucking que comprova a evolução da forma física do ator francês, ou seja, em La puta do Brazil ele está mais arrombado do que em Puta!. A estadia prolongada no Brasil faz isso com as pessoas.

A quarta seqüência tem Fábio e Maurício (Roger Carneiro na AMG Brasil) trepando no sofá da varanda. Maurício dá o cu e geme de prazer com cipoada que leva do parceiro. Recebe uma merecida leitada na boca. No mesmo local tem inicio a quinta e última seqüência, onde agora estão quatro marmanjos assistindo um vídeo e batendo uma punheta coletiva, que abandonam para realizar um pequeno gang bang com Laurent fazendo papel de passivo para Anderson (Anderson Alves na AMG Brasil ou Antonio Bello na Alexander Pictures), Eduardo, Maxwel e Ricardo (Ricardo Onça na AMG Brasil).

Em La puta do Brazil, Laurent engole seis gozadas caudalosas. O papel principal foi entregue ao francês por merecimento e não por chauvinismo, os brasileiros participam como coadjuvantes de pouco brilho. Com exceção de Maurício e Yago, não há nenhum talento que supere Laurent.

Por definição, Gonzo é o estilo de narrativa, em qualquer produção de mídia, em que o narrador abandona qualquer pretensão de objetividade. Em Brazil Gonzo (reprodução de capa acima) este estilo se manifesta na maneira como os atores, em ação, dialogam com o espectador através da câmera, algo parecido com certos repórteres que dizem na TV: “Vem comigo. Vem!”. Mas o resultado não é bom, a edição preserva as ordens do diretor aos atores-narradores, quando se esperava que ele fosse o condutor da narrativa. Se não fosse, pelo menos fizesse parecer. Brazil Gonzo é o mais fraco dos três filmes da Clair Production feitos aqui, talvez por conta da ausência de Moussu na direção ou porque falte Laurent no elenco totalmente brasileiro no qual abundam passivos igualmente putas mas sem a mesma expressão. Fernando é um magrelo, dono do cuzão mais abucetado do pornô gay nacional, fica tão dilatado quanto uma parturiente. Rodrigo (Kaio Brandão na AMG Brasil) é outro magrelo cujo desempenho vai crescendo aos poucos, faria bem se fossem suprimidos os cinco minutos iniciais de sua atuação. A melhor seqüência fica por conta do onipresente Maurício (Roger Carneiro na AMG Brasil), transando com Rafael, um ativo de pica média. Maurício tem uma bela cor de pele e de cabelo, além de ser um versátil muito safado. A atuação dele pode ser comparada à saudosa Ellen Rio, sem os peitos e a buceta, claro.

Mesmo como coadjuvante ainda assim é bonito é ver um criôlo brasileiro gritando “ai minha bunda” em um filme estrangeiro. Mas por que usar tantos nomes diferentes?

Saiba mais:

Acesse o site da
Clair Production