sábado, 26 de julho de 2008

O contador de histórias

O contador de histórias
Jean-Daniel Cadinot (1944-2008)

Algumas pessoas lamentaram enquanto outras nem tomaram conhecimento da morte de Jean Daniel-Cadinot, ocorrida no último 23 de abril. Diretor francês que, por vezes, usou os pseudônimos de Tony Darcq e Tony Dark, em 28 anos de carreira lançou 79 títulos, sendo 9 coletâneas e 70 filmes novos. Ele dirigiu, produziu, fotografou, escreveu durante quase três décadas adaptando-se às circunstâncias de cada uma e mantendo patente a marca de sua criatividade pessoal em cada filme.
O primeiro filme dirigido por Cadinot chama-se Tendres Adolescents (French Art, 1980), tem apenas 30 minutos e a ação se passa no campo. Tecnicamente é um filme irreparável, com apenas dois atores, Ange Dominique e Jean-Paul Deval, o filme tem uma única seqüência que inicia no celeiro e termina no banho. Cadinot não foi um enfant ter
rible, esse tipo não consegue viver muito, mas soube retratá-los em filmes como Les Minets Sauvages (1984), cuja ação se passa em um reformatório para menores; Le Désir en Ballade (1989), no qual o irmão mais velho abusa seguidamente do irmão mais novo; Squat (1999), sobre um artista plástico, sem-teto, com muitas conquistas sexuais e meios pouco lícitos de ganhar dinheiro.

Cadinot notabilizou-se como uma espécie de Sherazade do pornô gay, alguém que se eterniza como contador d
e histórias. A expressão que ele encontrou para contá-las não foi literária, foi cinematográfica com cenas de sexo ficcional em vez de cenas de sexo friccional. A semelhança com a heroína das Mil e Uma Noites não é à toa, durante sua carreira ele fez vários filmes no norte da África, como Harem (1984), ganhador do prêmio de melhor filme da Gay Producers Association of America, Chaleurs (1987), um filme sobre europeus perdidos no deserto e pastores do deserto perdidos na Europa, e a recente série Nomades (2005-2007) de cinco filmes. Mesmo os filmes que rodou na Europa quase sempre traziam personagens e atores muçulmanos, como o príncipe das arábias de Garçons d'Etage (1995). Atravessar o Mediterrâneo e filmar pornôs gays em países como Marrocos e Tunísia foi um risco que ninguém ouse repetir nesses tempos em que o fundamentalismo religioso tem provocado tantas mortes, inclusive de cineastas.
Ele não era econômico no som nem nas imagens, também não era excessivo, sabia dosar as cenas de sexo e as cenas não-sexuais, de modo que o sexo não fosse acessório, como acontece no cinema convencional; esse equilíbrio é indispensável para que o prazer da imagem seja tão bom quanto o prazer da realidade. A complementaridade, oposição, superposição, suspensão ou paralelismo das ações são são formas de enriquecer da narração, nos seus filmes enquanto dois ou mais transam outros fazem tarefas domésticas, a vida segue, um telefonema interrompe uma transa que é retomada depois, alguém espera, passarinhos cantam, de modo que o sexo se insere na vida de uma forma indistinguível e não como algo excepcional. Ambientes e personagens são de uma realidade palpável, demasiado humanos. O diretor utiliza-se de muitos ambientes, da montanha ao deserto, à praia, ao campo e à cidade como suporte para o sexo e para a vida ordinária. Cadinot não os coloca fazendo sexo em locais “especializados”, o sexo é feito em qualquer lugar.

Os padrões de cultura e de convívio entre os personagens são igualmente diversos, podem ser até antagônicas; existem conflitos, mas eles não são maiores nem mais importantes que o prazer, embora alguém possa terminar magoado, como Nicolas Taïeb, o apaixonado pastor de ovelhas do deserto, em Chaleurs (1987). Mais sorte teve o personagem do adolescente intelectual de
Classe de Neige (1985), ele não quer saber de sexo porque prefere os livros, é um estranho numa turma onde todos transam a toda hora, no final ele não resiste e boqueteia o instrutor da escola que esqui. Interessante notar como o personagem do intelectual não se interessa pelos adolescentes da mesma idade dele, e sim pelo instrutor, que é mais velho, mais experiente, mais lido, e aproveita-se do fato dele estar dormindo para boliná-lo. Cadinot criou um personagem, menor de idade, que assedia um indefeso maior de idade.
Além de artista, humanista e técnico, Cadinot também foi um empreendedor. Organizou seu estúdio fotográfico, o JDC Studio, e as produtoras Videomo e French Art, quando ainda não existiam produtoras de filmes pornôs gays na França. Em seguida associou-se com outras como a All Words, Centaur, YMCA, Kristen Bjorn e Vivid na Videovision Europe, empresa que até hoje distribui e representa os filmes de Cadinot. Para a distribuição de seus filmes online foi criada a Cadinot.TV, co-produtora dos seus últimos filmes. Na falta de pessoal para suprir as necessidades das produções é comum encontrar na ficha técnica dos seus filmes outros membros da família Cadinot, o que leva a crer que seja uma "empresa familiar". Marie-France Cadinot é a diretora de produção de Les Minets Sauvages e de Le Jeu de Pistes (1984). Jean-Philippe Cadinot é assistente de cameraman em Les Minets Sauvages (1984). Nicolas Cadinot é assistente de direção em Les Minets Sauvages, assistente de cameramen em Le Jeu de Pistes e cameramen em Deuxième Sous-sol (1987). Algumas fontes afirmam que a senhora que aparece na última cena de Escalier de Service (1987), fazendo os dois casais fugirem em disparada, é a própria mãe do diretor, Jeanne Cadinot. Fica a dúvida porque o nome dela não é creditado no filme. Em Deuxième Sous-sol (1987) seu nome é creditado pela engraçada cena da senhora e seu cachorro em um táxi dirigido por Sydney Mckenna.

Pressbook
(1996) foi o filme que lançou Michael Lucas (como Ramzes Kairoff) no estrelato. É um filme sobre o mundo da moda, também foi um filme que influenciou a carreira, o estilo e o tema de Lucas nos Estados Unidos.
Com Cadinot ele fez, no mesmo ano, Désirs Volés. Double en Jeu (2000) foi um grande sucesso do seu estúdio e faz parte da trilogia que inclui SOS e Safari City (1999). Conta no elenco com dois supercacetudos: o versátil Antoine Mallet e o passivo David Mckenna que, lamentavelmente só fez esse filme com Cadinot. Não deixa de ser um filme sobre viagem pois seus personagens não param de se mover na caça sexual.
Embora tenha seguidores, permanece como um diretor sem equivalente na atualidade, que morreu sem deixar nenhuma autobiografia e sem ter sido biografado por ninguém. Embora seus dados possam ser facilmente acessados, ainda não houve quem recolhesse, organizasse e interpretasse a vida e obra desse homem de origem humilde, católico que perdeu a fé tornando-se anticlerical. Em Scouts (1981) há a cena memorável de um padre recebendo sexo oral de dois garotos embaixo da batina. Em Garçons de Rêves (1981) há a cena do padre que se masturba no confessionário ouvindo as histórias de um fiel arrependido dos seus pecados carnais. Na juventude Cadinot precisou fazer bico para se manter, por volta dos 35 anos deu inicio a uma carreira que o transformou no maior diretor do pornô gay francês. O homem se revela na obra, filmes como Sacré Collège (1983), estão cheios de reminiscências autobiográficas, retratam um universo próprio, uma utopia que não se cumpriu e o mundo que surgia na França pós-maio de 68.

Seu
s roteiros não criam apenas um “clima” que induz ao sexo entre personagens sem dimensão dramática. Também não são uma mera colagem de seqüências desconexas nem mesmo em Duos de Choc (2008), seu último filme, cujas unidades estão, propositadamente, em cada uma das seis seqüências, apropriadas para distribuição online, semelhantes aos seus primeiros filmes curtos. Reunidas num único DVD, tornam-se um artigo também apropriado para venda nas lojas, Cadinot não poderia ser menos empreendedor, explorando todas as possibilidades de vendas. Seus argumentos poderiam resultar num filme convencional, mas Cadinot acrescenta o hedonismo de jovens aventureiros e compõe uma narrativa pessoal sobre seu tempo. Ele é influenciado pelos fatos narrados pela imprensa e também são percebidas influências literárias de clássicos franceses como Arthur Rimbaud, Andre Gide e Gean Genet, a quem ele dedicou um álbum de fotografia intitulado Les Anges Pervers, em 1975, antes de iniciar a carreira no cinema.
A comparação dele com a geração imediatamente anterior de diretores franceses que fizeram a Nouvelle Vague é inevitável, Cadinot foi aquele que, no pornô gay, mais encarnou a politique des auteurs preconizada pelo movimento. Ele tinha consciência da distinção autoral dos seus filmes e que ela lhes conferia valores de crítica e de mercado os quais durante a carreira ele tratou de preservar. Cadinot não é um diretor intuitivo, pelo contrário, tinha completa noção de seu papel na sociedade. Ainda quando criança queria ser pintor e estudou arte na École des Arts et Métiers. Na adolescência estudou fotografia na Ecole National de Photo. Essa formação permitiu que no cinema se tornasse um técnico competente e um artista que atento aos conceitos. Como tal procurou formar equipes experientes e duradouras parcerias, como com a compositora Myriam Zadeck, autora da música de muitos de seus filmes, ganhadora do prêmio Best Original Music do AVN/Adult Video News Awards por Le Désir en Ballade (1989). Diretores e equipe com esse tipo de formação não são raros no pornô, Jim Mitchell, por exemplo, produtor e diretor de Atrás da Porta Verde (1972) estudou cinema e era declaradamente fã de Jean-Luc Godard.
Já fotógrafo profissional e bem sucedido, não se deu por satisfeito com a unidade do fotograma e optou pela multiplicidade da fotografia seqüenciada. Não foi um pioneiro do início dos anos de 1970, como Wakefield Poole, Peter De Rome e Jack Deveau, numa perspectiva histórica simplificada, eles podem parecer que pertencem à mesma geração. Existem diferenças: esses diretores pioneiros foram aqueles que conheceram as produções eróticas da época, acreditaram que podiam aperfeiçoá-las e o fizeram. Cadinot é tributário de todos eles, de De Rome pelos modelos negros, de Deveau pelos roteiros elaborados, a influência de Poole aparece em dois filmes: Garçons de Plage (1982) no qual a ação na praia não foi tanto uma versão para Boys in the Sand (Poole, 1971) quanto Le Garçon Près de la Piscine (1986), no qual Cadinot faz sua versão da sensacional história das pastilhas efervescentes que são jogadas na água e viram homens.

Cadinot já herdou uma tradição de filmes pornôs feitos nos Estados Unidos na década anterior, seus filmes só estrearam a partir de 1980 e já não ti
nham nas salas de cinema o seu público-alvo, já que elas começavam a fechar. Naquela época o aparelho de vídeo doméstico começou a se popularizar e Cadinot, que começou filmando em película 16 mm, logo passou a captar em vídeo, que também é o produto final. Ao produzir para o formato VHS ele foi um dos primeiros a enfrentar a pirataria das cópias não-autorizadas.

Os filmes pornôs são naturalistas porque eles são obra de ficção com representação documental, fenômeno semelhante acontece na dança. Cadinot procurou equilibrar o elemento romanesco com o naturalismo do ato sexual, em filmes como Age Tendre et Sexes Droits (1983), uma paródia de Flashdance, dirigido por Adrian Lyne e lançado no mesmo ano, um filme didático para quem estuda o audiovisual e não cultua preconceitos. Seus filmes falam sobre os mais diversos assuntos tanto que houve quem o criticasse por julgá-los desviantes do pornô puro. É o diretor do sexo não-consentido, inter-racial e inter-social. Ele perpetuou um estilo pouco comum no pornô gay e que não foi bem aceito pelo cinema convencional. Entretanto sua perspicácia foi tanta que muitos de seus admiradores defendem para ele um local privilegiado na calçada da fama do pornô.
A qualidade dos filmes de Cadinot ultrapassa as questões técnicas de viabilizá-los e a capacidade de ser inovador e conservador, conforme os interesses do produtor. Alcançar tal desempenho numa área que sofre as pressões do consumo e da moral não é possível sem obstinação, talento e ousadia. Foi o trabalho de Cadinot que evitou a hegemonia do pornô gay americano no mundo e estimulou os realizadores a produzirem em lugares remotos, como Kristen Bjorn no Brasil, fazendo surgir o pornô gay em países onde ele não existia.
Cosmopolita, Cadinot selecionava os mais variados tipos para criar o elenco mais multiétnico possível. Os atores interpretam a si mesmos, os nomes deles coincidem com os dos personagens, o desempenho deles não é obtido à custa de métodos de interpretação teatrais e sim pelo voluntarismo e a tipagem, fórmulas que Sergei Eisenstein demonstrou ser vantajosa no cinema quando se trabalha com atores amadores. Na compleição física os atores são mais exóticos que bonitos, seus corpos são esbeltos, não olímpicos, exceções existem, como os bombados Pedro Koba e Djaï Kamara. Alguns, como Nicolas Taïeb e Sydney Mckenna, com quem Cadinot fez 14 filmes, se encaixam perfeitamente no conceito regional de cafuçu. Mckenna foi um ator cadinotiano assim como Marcello Mastroianni foi um ator felliniano. Apareceu pela primeira vez em Les Hommes Préfèrent les Hommes (1981), embora seu nome não esteja creditado, possivelmente porque ele só fez figuração. Seu segundo filme, o primeiro oficial com Cadinot, foi Garçons de Rêves (1981), no qual fez o maravilhoso papel do enfermeiro que coloca o termômetro no cu dos doentes. Ainda fez mais 12 filmes, no seu último, Parfums Erotiques (2007), já avançado na idade, fez o papel de um comissário de polícia que come dois jovens turistas franceses na delegacia de algum país do norte da África, uma boa suruba com quatro participantes, o quarto deles é um tarado encarcerado.

Na escolha dos atores não há um padrão, embora a maioria dos papéis sexuais seja entregue a atores que parecem nunca desmamar, como Edwin Van Gastel, o irmão solidário de Kasimir Linder em Chaleurs (1987) e Jean-François Chambon, o irmão sodomizado cuja caracterização de óculos faz ele parecer ainda mais frágil e jovem em Le Désir en Ballade (1989), Lucien Lebrun, o provinciano, e David Bauman, o citadino, em Gamins de Paris (1992) são dois que parecem não ter chegado à maioridade. As relações inter-raciais não são
criação dele nem estão nos filmes como um fetichismo racial, elas possuem significado diferente dos filmes americanos onde até os anos 60 havia segregação racial. Em Cadinot as relações inter-raciais correspondem a uma amostragem aleatória da população de um país que por muito tempo atraiu imigrantes do mundo todo e de suas colônias na Ásia, África, América e preserva os ideais de igualdade, fraternidade e liberdade. Desde Stop (1980), seu segundo filme, um road movie pornô gay, o tema viagem tornou-se recorrente na obra de Cadinot. As pessoas estão sempre indo de um lugar a outro, nesse aspecto identifica-se suas posições libertárias, a defesa de uma Europa aberta e tolerante, que faz falta na França de Sarkozy et caterva. Seus personagens só interrompem a viagem para transar e muitas vezes transam dentro dos automóveis, em hotéis, na beira da estrada, na garagem. Entre 2005 e 2007 ele fez uma série de filmes dedicada aos viajantes – Nomades, Plaisirs d'Orient (Nomades II), Portes du Désir (Nomades III), Princes Pervers (Nomades IV), Parfums Érotiques (Nomades V) e Trésors Secrets (Nomades VI).

De uns tempos para cá seus fãs mais atentos não reconhecem nos roteiros dos últimos lançamentos o mesmo diretor que fez os filmes do passado, embora eles não reclamem daquilo que, a meu ver, é a maior deficiência dos seus filmes, as aparas que ficam na edição. Tem fundamento dizer que ele deixou de polemizar com a igreja e o sacerdócio. Percebe-se que os roteiros foram simplificados para haver mais cenas de sexo, o que pode descaracterizar o trabalho autoral de quem notabilizou-se como um contador de histórias. Cadinot passou a repetir fórmulas que deram certo, o que é um cansativo para o fã mais antigo mas não para os novos, que terão as imagens desbotadas e tecnicamente precários dos anos 80 motivos para lamentar. Passou a recorrer dos clichês como sexo na oficina mecânica, em casas abandonadas, na prisão, uso de indumentária nas cenas de sexo, a nudez completa em Cadinot continuou rara.
A French Art começou a relançar os filmes que estavam fora de catálogo ao mesmo tempo que lançava os novos títulos, o que permitiu comparar a produção antiga e a nova. Entre 1991 e 2005 saiu The Best 1, 2, 3, 4, 5 e 6. Entre 2001 e 2007 foi a vez de Cadinot Classics 1, 2 e 3. Praticamente todos os filmes do mestre francês já estavam disponíveis pouco antes do seu desaparecimento. Para a platéia brasileira há a dificuldade de se encontrar cópias com legendas em português. Cadinot poderia ter feito filmes para o cinema convencional e cair nas graças da crítica dos cahiers, mas ele rejeitou esse destino insosso e realizou sua obra adocicando o hardcore.

Saiba mais:

Site oficial de Jean-Daniel Cadinot

Jean-Daniel Cadinot no The Internet Movie Database

Jean-Daniel Cadinot no GLBTQ


16 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Anônimo6:28 PM

    Incrível, nunca vi um texto tão bem elaborado sobre um diretor de filmes pornôs, quase é uma biografia, cheia de detalhes e comentários dignos de um escritor experiente e de uma celebridade renomada, sem apelação e comentários sujos como muitos fazem para vender livros, parabéns.

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  3. Muito bom!!Ele realmente era um bom diretor,uma pena ele ter falecido...E o seu texto como sempre está ótimo.

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  4. Anônimo10:39 PM

    Olá Boris,

    Conheci seu blog recentemente e estou explorando-o aos poucos. Mas adianto que estou adorando: tanto porque sou um fã absoluto de filmes pornôs gays (tenho vários deles), tanto porque estou achando seus textos super informativos e ao mesmo tempo analíticos, algo que achava ser impossível encontrar em nossa língua.

    Mas este seu post do Cadinot arrazou para mim. Amo Cadinot, descobri ele há 18 anos quando vi pela primeira vez um filme dele em vhs (Harem) e adorei seu estilo. Tenho ele como o maior diretor pornô gay de todos os tempos. Gosto muito de outros diretores, destacando Kristen Bjorn, mas Cadinot para mim é único, alguém que fez o impossível, filmes que parecem seguir um roteiro de produções mainstream, mas com cenas de sexo gay de alta combustão, mais sacanas que as produções excusivamente explícitas.

    Não imaginava que alguém pudesse escrever em português, com tantos dados e analisando tão bem sua obra,uma matéria sobre Cadinot. Acho que este homem merece num futuro recente um livro ou um blog que trate de forma detalhada seu trabalho e que se façam coletâneas do melhor da sua obra, com batidores (making-off) se possível.

    Parabéns pelo blog, por dividir conosco seus altos conhecimentos sobre pornografia gay e nos passar sua análises destrinchando o que há de melhor e os defeitos nessas produções, ajudando quem consome e aprecia esse tipo de filme.

    Abraços e um muito obrigado.

    Gustavo Rodrigues (36 anos)
    Belo Horizonte - MG
    gutorodri2004@bol.com.br

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  5. Ué, meu comentário anterior foi apagado?

    Bem, voltei pra este post porque acabei de ler numa revista holandesa sobre os beurs da França, que são os árabes ou descendentes. Na história da pornografia francesa, Cardinot, no filme Harem, de 1984, se tornou peça de análise por mostrar esse fetiche tão claro em cena.

    Aguardando o próximo post

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  6. Olá, Bóris. Boa noite.
    Acabo de lhe atribuir o selo "Diz que até não é um mau blog." Eu recebi o selo do Léo do Super CECG&B e tive o direito de escolher e indicar quatro outros blogs para receber o selo.
    Escolhi os que gosto de ler. Seu texto ótimo e tenho certeza de ter feito uma escolha justa e sincera.
    Por favor passei no meu blog e veja o post sobre o assunto. Você também poderá indicar quatro blogs.
    Talvez em breve todo mundo na net tenha o selinho. (risos) Mas enquanto pudermos atribuir isso mais pela qualidade do que pela amizade vai ser legal brincar.
    O reconhecimento do nossos pares é sempre algo agradável.
    Um abraço enorme,
    Mister Man

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  7. Anônimo2:32 PM

    Você faz cada comentário A B S U R D O sobre esses filmes... Eu só faço punhetar.

    Diz uma coisa, tu não bate punheta não?

    Onça Pintada.

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  8. Cara, textos muito bons.

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  9. Parabéns!
    Cada vez mais profundo, no bom sentido!

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  10. Anônimo9:25 PM

    Acho ridículo que alguém perca tempo e neurônios analisando filmes pornôs gays.

    Pior ainda quem perde tempo lendo isso em vez de ver filmes que sejam realmente bons e ler suas críticas construtivas.

    Eu sou fã de Ingmar Bergman e Jean-Luc Godard. Meu guia crítico é Inácio Araújo.

    Humberto Calção de Banho

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  11. Cara, vou chover no molhado, visto que já disseram o que eu queria. Ótimo texto, uma bela homenagem a um dos grandes diretores do pornô. Um cara que soube sintetizar fantasias que habitam a imaginação de todos.

    Também conheci Cadinot há muito tempo (o primeiro filme dele que assisti foi Gamins de Paris, seguido de Harem (que explodiu minha cabeça, aquilo era um sonho). O cara merecia realmente uma biografia.

    Adorei, e estou adorando cada vez mais explorar seu blog.

    PS: Claro que cada um tem sua opinião, mas acho que tudo é saber como falar. Espero que os posers idiotas que postaram não o tenham atingido.

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  12. Ah, só relembrando, a psicologia evolutiva já disse, a arte nada mais é que uma adaptação intelectual de nossa espécie que visa também atrair o sexo.

    Seria bom que os fãs de bastiões como Bergman, Picasso, Mann e outros lembrassem disso.

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  13. Você sabe onde posso baixar os filmes deles com legenda em português? Aliás, legendas são necessárias?

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  14. Anônimo2:04 PM

    Texto muito bem elaborado!
    O único em língua portuguesa!
    Parabéns!

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  15. Anônimo1:26 AM

    Também quero saber como conseguir os filmes dele em português.

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  16. Anônimo5:19 PM

    Ótimo texto, ótimas indicações. Tenho conhecido aos poucos a obra do Cadinot e gostado muito dela. parabéns pelo blog.

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